27 janeiro 2007

Da indiferença

Desprendimento, insensibilidade, frieza, apatia são alguns sinónimos encontrados no Priberam. Encontrei até o sinónimo “inconsciência mórbida”! Para o assunto que aqui me trás, este seria o termo melhor, mais dramático.

Incomoda-me a indiferença. E ainda bem que me incomoda, ainda bem que não sou indiferente à indiferença… porque não gosto, não quero ser indiferente. A apatia generalizada que vou sentindo todos os dias é mesmo das coisas que mais me revolta. A maioria das pessoas criou uma capa para se defender do mundo - talvez porque não gosta do que vê e sente que não o pode mudar. Eu não acredito nisso e do meu lado tenho o argumento histórico. Tanta gente que conseguiu tanta coisa bonita e de determinante importância para o mundo!... Nunca existirá um mundo perfeito, mas se tentarmos ser um pouco mais atentos ao que nos rodeia, facilmente concluiremos que É POSSÍVEL melhorar. Diria: É URGENTE melhorar!

Vamos a um “teste de indiferença”? Hoje recebi um e-mail com o seguinte link:
http://www.worldometers.info/ . Observem, nomeadamente, a categoria "Food" e, em especial, o item "people who died of hunger today". Pode haver quem ache engraçado ver os números a correr. Pode haver a quem desperte o interesse estatístico. Pode haver quem fique a pensar. Pode haver quem se incomode. Pode haver quem se incomode e decida que tem de fazer alguma coisa para mudar. Não sou pessimista e não quero ser moralista: sei de gente que se enquadra na última hipótese. A esses, a vida não é indiferente, não lhes passa ao lado.

Há quem faça o bem pelo prestígio. Há quem faça algo para “ficar de bem” com a sua consciência. O que eu acho é que devemos lutar por um mundo melhor porque temos essa obrigação, porque esse é o nosso dever, porque é uma necessidade de justiça.

1 Comments:

At 12:01 da tarde, Anonymous Assunção said...

Eu acrescentaria, na sequência do tema, um comentário que em tempos li num daqueles postais gratuitos.

Estava ilustrado com dois quadros. Um de uma pequenina lourinha, de vestidinho, a tocar flauta. Outro de uma pequenina maltrapilha, suja, a tocar acordeão na calçada e pedir.

E o comentário era qualquer coisa como

O PROBLEMA NÃO É A DIFERNÇA. É A INDIFERENÇA!

 

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